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Funcionário inventa invasão de fazenda e admite farsa após ação da PM de Paranaíta

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Um homem de 46 anos foi conduzido pela Polícia Militar após admitir que inventou uma história de invasão e roubo em uma propriedade rural localizada em Jacareacanga, no Pará. A ocorrência foi registrada na terça-feira (6), pelo 3º Pelotão da PM de Paranaíta, em Mato Grosso, como comunicação falsa de crime.

Segundo o boletim de ocorrência, o responsável pela fazenda acionou a Polícia Militar após receber uma ligação de um funcionário relatando que 11 homens haviam invadido a propriedade. Na versão apresentada inicialmente, o caseiro teria sido amarrado e três motosserras e uma roçadeira teriam sido levadas.

Como os policiais não conseguiram contato com o funcionário, uma equipe foi até a propriedade para verificar a situação. Ao chegar ao local, porém, ninguém foi encontrado.

Minutos depois, o funcionário apareceu e apresentou outra versão. Conforme o relato, três homens teriam entrado na casa durante a noite, sendo que um deles estaria armado com uma espingarda calibre 12 e os outros dois com armas curtas.

O homem afirmou ainda que havia sido amarrado, enquanto outras oito pessoas, também supostamente armadas, permaneciam do lado de fora da residência.

Durante os questionamentos, os policiais identificaram contradições no relato. Na sequência, o funcionário admitiu que havia inventado a ocorrência porque não queria mais continuar trabalhando na fazenda.

Ainda de acordo com a PM, o próprio homem informou que as três motosserras e a roçadeira estavam dentro de um barracão da propriedade, contrariando a informação inicial de que os equipamentos haviam sido roubados.

Diante da situação, o homem foi conduzido ao 3º Pelotão da Polícia Militar e, posteriormente, encaminhado à Polícia Judiciária Civil (PJC), juntamente com o material relacionado à ocorrência.

Durante a checagem dos dados, os policiais também constataram que o homem possuía 27 registros de boletins de ocorrência, sendo 22 como vítima e cinco como suspeito. Segundo a PM, a maioria dos registros foi feita em São Félix do Araguaia (MT), apontado como local de origem do homem.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que deverá adotar as medidas cabíveis.

Fonte: Nativa News

Acidente entre duas motocicletas deixa dois feridos em Colíder

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Dois motociclistas ficaram feridos após uma colisão envolvendo duas motocicletas na tarde desta terça-feira (6), em Colíder. O acidente aconteceu na MT-320, no acesso à Perimetral, em frente a um posto de combustíveis.

Segundo informações da Guarda Civil Nacional (GCN), uma Honda CG Titan Fan, de cor preta, seguia pela rodovia e, ao acessar a Perimetral, acabou atingindo uma Honda Biz, de cor branca.

Os dois condutores, uma mulher que pilotava a Biz e o homem que conduzia a outra motocicleta, ficaram feridos e foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros. Ambos foram encaminhados ao Hospital Regional de Colíder para atendimento médico.

Ainda conforme a GCN, a documentação da condutora da Biz e da motocicleta estava regular. Já a outra motocicleta apresentava documentação atrasada e o condutor não possuía habilitação.

Fonte: Nativa News

Sine-MT oferece vagas de emprego em Alta Floresta, Colíder e Guarantã do Norte

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O Sistema Nacional de Emprego de Mato Grosso (Sine-MT) disponibiliza 1.998 vagas de trabalho nesta semana em diversas cidades do Estado. As oportunidades contemplam diferentes áreas de atuação e incluem funções como auxiliar de produção, motorista, vendedor, operador de caixa, eletricista, mecânico, operador de empilhadeira, entre outras.

Na região Norte, Alta Floresta, Colíder e Guarantã do Norte concentram oportunidades em diferentes setores. Em Alta Floresta, são 53 vagas disponíveis. O maior número é para servente de limpeza, com 31 oportunidades. Também há vagas para auxiliar de linha de produção (8), repositor de supermercado (6), motorista entregador (2), além de auxiliar de manutenção predial, motorista de furgão ou veículo similar, operador de movimentação e armazenamento de carga, operador de tráfego, promotor de vendas e vendedor de comércio varejista.

Em Colíder, são 33 oportunidades em 25 funções. Entre elas estão vagas para auxiliar de linha de produção (4), recepcionista atendente (2), repositor de mercadorias (2), vendedor no comércio de mercadorias (2), além de açougueiro, assistente administrativo, atendente de pedágio, auxiliar de estoque, auxiliar de expedição, eletricista, mecânico de manutenção de máquinas industriais, motorista entregador, pedreiro, soldador e zelador.

Já em Guarantã do Norte, o Sine disponibiliza 47 vagas. Entre os destaques estão auxiliar de linha de produção (5), ajudante de motorista (3), auxiliar administrativo (3), eletricista (3), motorista entregador (3), além de atendente de balcão, auxiliar financeiro, montador de máquinas, operador de caixa, operador de empilhadeira, recepcionista, repositor de mercadorias e vendedor interno.

Outras cidades

Em Sinop, são 252 oportunidades. Entre os destaques estão 23 vagas para auxiliar de limpeza, 18 para auxiliar de cozinha, 17 para auxiliar de estoque, 14 para operador de caixa, 14 para empacotador a mão, 12 para atendente de padaria e 10 para atendente de lanchonete.

Sorriso conta com vagas em 41 ocupações, incluindo 11 oportunidades para operador de processo de produção, sete para consultor de vendas, quatro para pedreiro, quatro para servente de obras e três para motorista entregador.

Em Lucas do Rio Verde, há oportunidades para auxiliar de cozinha (9), operador de processo de produção (10), ajudante de carga e descarga (5), pedreiro (4), motorista operacional de guincho (3), além de vagas para outras funções.

Nova Mutum possui três oportunidades, sendo uma para consultor de vendas, uma para técnico mecânico montador e uma para vendedor no comércio de mercadorias.

As vagas podem ser preenchidas a qualquer momento, por isso a orientação é que os interessados consultem a disponibilidade antes de se dirigirem às unidades.

Atendimento

Além da intermediação de mão de obra, o Sine-MT também realiza a habilitação do seguro-desemprego e oferece orientação sobre a utilização da Carteira de Trabalho Digital.

A lista completa e atualizada das oportunidades pode ser consultada diariamente pelo Portal Emprega Brasil, já que novos cadastros podem ser incluídos ao longo do dia.

Em Alta Floresta, o atendimento é realizado na Rua E-1, Setor E, na região central, no antigo prédio da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), ao lado da Ciretran. Os candidatos devem comparecer com os documentos pessoais para verificar as vagas disponíveis.

Fonte: Nativa News

GL Art — Papo Amazônia #10

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GL Art é um artista que fala sobre sua trajetória, incluindo tatuagem e pintura. Discutem sobre o crescimento do canal no YouTube, especialmente sobre a qualidade do conteúdo e a monetização do YouTube Shorts.

O que foi conversado

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Assista ao episódio completo e leia a transcrição no Papo Amazônia

Conteúdo: Papo Amazônia, podcast de Alta Floresta (MT), publicado aqui em parceria.

TSE desmente fraude e explica por que divulgação do resultado parou por 50 min

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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) desmentiu nesta terça-feira (6) as mensagens que circulam nas redes sociais, afirmando que houve fraude na votação para presidente no 1º turno das eleições, realizado no domingo (4).

Segundo o tribunal, a interrupção na atualização do resultado nacional naquela noite foi uma falha técnica na etapa de divulgação e não teve efeito sobre a contagem dos votos.

Por volta das 19h14, um aumento no volume de dados travou um dos módulos usados para publicar os resultados na internet. O problema surgiu quando 64,81% dos dados para presidente já tinham sido divulgados e atingiu apenas a visualização “Brasil”, que mostra o placar nacional da disputa no site e no aplicativo Resultados. O serviço voltou ao normal às 20h04.

Nesse intervalo, de 50 minutos, a visualização por estado continuou exibindo sem pausa os resultados parciais para presidente em cada unidade da Federação. Os boletins de urna também seguiram sendo transmitidos, recebidos, processados e publicados.

Processo em 3 etapas

O TSE separa o processo da apuração à divulgação em três etapas. A apuração é feita pela própria urna eletrônica em cada seção, logo após o fim da votação, às 17h. A totalização, segundo passo do processo, refere-se a soma desses resultados. Já a divulgação na internet, no terceiro momento, vem depois, apenas para tornar os números públicos.

A falha do domingo, explicou o tribunal, ocorreu nesta última fase, na divulgação. A totalização chegou a ser suspensa por um breve momento, conforme o protocolo de segurança que exige a verificação individual dos sistemas.

De acordo com o TSE, o resultado de cada urna é público desde o encerramento da votação. O boletim de urna é impresso em cinco vias, assinado pelos fiscais dos partidos e afixado na entrada da seção.

O documento traz um QR Code que qualquer eleitor pode ler pelos aplicativos “Boletim na Mão” ou pelo e-Título, caso seja de interesse comparar com o que o TSE publicou sobre a mesma seção na internet. Os arquivos de todas as urnas estão disponíveis aqui, na aba “Arquivos de Urna”.

Segundo o TSE, a Secretaria de Tecnologia da Informação do tribunal investiga a causa do problema e trabalha em uma nova rotina técnica para evitar que ele se repita no 2º turno, marcado para 25 de outubro.

Fonte: Nativa News

Moda e empreendedorismo ganham a passarela no Floresta Fashion

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Alta Floresta se prepara para uma noite dedicada à criatividade, ao empreendedorismo e aos negócios do varejo. No dia 24 de outubro, a partir das 19h, o Coração Missionário recebe a segunda edição do Floresta Fashion, maior desfile de moda do município, realizado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT), com apoio do Sicredi.

Nesta edição, 20 marcas locais participam da programação, levando seus produtos e estilos para a passarela. Além do desfile, o público poderá conhecer empresas expositoras e aproveitar a praça de alimentação e bebidas.

A iniciativa dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Sebrae Mato Grosso junto aos empreendedores do segmento. Antes de chegar à passarela, as empresas participantes passaram por uma preparação voltada à gestão dos negócios, com conteúdos e orientações para fortalecer a atuação empresarial.

Para o gerente da Regional Norte do Sebrae/MT, Volmir Contreira, o Floresta Fashion representa uma oportunidade de dar visibilidade ao que é comercializado no município. “O Floresta Fashion mostra que Alta Floresta tem empresas, profissionais e marcas com capacidade de criar, inovar e conquistar espaço. Mais do que um desfile, é uma oportunidade para os empreendedores apresentarem seus produtos, ampliarem sua visibilidade e se conectarem com novos clientes”.

A analista técnica do Sebrae/MT e gestora do projeto, Viviane Santos, destaca que a segunda edição também é resultado da evolução dos negócios participantes. “A proposta é criar uma experiência para o público, mas também um ambiente de valorização para quem empreende. Cada empresa chega à passarela com sua identidade e sua história, mostrando a diversidade e o potencial do comércio local”.

Participam do desfile Adriana Moda e Pijamas, Agro Joias, Âncora Caça, e Pesca, Belucci Modas, Companhia da Moda, Filhas de Maria, Flor da Lua Moda, Joá Joana Paula Store, Luxton, Moreira Magazine, Mama Tetê, Mania Kids, Oba Oba, Ótica BAmboo, Polo Club, Puro Charme, Rosarte, Sandra Parreira Lingeries, Shauler, Sonhare Pijamas e VJR Store.

Entre os expositores estão O Boticário e Avatim. O evento conta ainda com o apoio da Cacá Eventos. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados nas lojas parceiras.

Fonte: Nativa News

Mato Grosso lidera produção de grãos no Brasil e concentra 59,7% do gergelim nacional

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Mato Grosso segue na liderança da produção agrícola brasileira e amplia seu protagonismo com o fortalecimento de novas culturas. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Estado permanece como o maior produtor nacional de grãos e se destaca como principal produtor de soja, milho e gergelim.

Segundo o levantamento, Mato Grosso responde por 32,1% de toda a produção brasileira de grãos em 2026, mantendo ampla vantagem sobre os demais estados. A estimativa nacional é de uma safra recorde de 352,9 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica do IBGE.

O principal destaque da divulgação é o gergelim, que vem se consolidando como uma cultura de importância crescente para a agricultura brasileira, especialmente no Cerrado. Mato Grosso lidera a produção nacional com estimativa de 212,7 mil toneladas, o equivalente a 59,7% de todo o gergelim produzido no país.

A produção nacional da oleaginosa foi estimada em 356,3 mil toneladas, em uma área de 575 mil hectares. No próprio levantamento, o IBGE destaca que o avanço da cultura reflete sua crescente importância para a agricultura brasileira e ressalta o protagonismo de Mato Grosso nesse cenário: “A produção do gergelim em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo na última safra, tendo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) estimulado investimentos”, reforçando o papel do Estado na expansão da cultura no país.

A expansão da cultura ocorre principalmente em regiões como o Araguaia, onde o gergelim tem se mostrado uma alternativa ao milho segunda safra em locais com maior risco de estiagem antecipada. Cultivado após a colheita da soja, entre o fim de fevereiro e o início de março, o gergelim possui ciclo de aproximadamente 120 dias e hoje tem perfil fortemente exportador, com cerca de 99% da produção mato-grossense destinada ao mercado externo.

Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a diversificação da produção acompanha as mudanças no cenário agrícola e as oportunidades que surgem para o produtor mato-grossense, em um trabalho construído a partir do diálogo com o setor.

“Manter Mato Grosso na liderança exige um trabalho permanente de parceria com o setor produtivo. O Estado tem atuado para fortalecer as cadeias que já são consolidadas, mas também para abrir espaço para novas culturas e novas oportunidades de mercado. O avanço do gergelim é um exemplo desse movimento de diversificação, que acontece sem perder de vista a força da soja, do milho e de outras culturas. É esse trabalho conjunto que permite ao Estado continuar crescendo e, ano após ano, ampliar seu protagonismo na produção agrícola brasileira”, afirma.

Além do avanço do gergelim, Mato Grosso manteve a liderança na produção nacional de soja, com estimativa de 50,7 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de 1% em relação ao ano anterior, mantendo o Estado responsável por 29% de toda a produção brasileira.

No milho, Mato Grosso também permanece como principal produtor brasileiro. A estimativa é de 57,1 milhões de toneladas, mais da metade de toda a produção nacional, estimada em 141,8 milhões de toneladas.

Fonte: Nativa News

Obras na rede de água podem afetar abastecimento em bairros de Alta Floresta nesta quinta-feira

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O abastecimento de água será temporariamente afetado em bairros de Alta Floresta durante uma obra de interligação da rede prevista para a noite desta quinta-feira (8).

De acordo com a Águas Alta Floresta, a intervenção será realizada na Avenida NS Oeste, no bairro Cidade Alta, das 22h à meia-noite.

Durante o período de execução dos serviços, o abastecimento poderá ser impactado nos bairros Imperial, Parque das Nações, Bom Jardim, Moacir Bezerra, Alvorada, Cidade Bela, Setor Norte 1, 2 e 3, Boa Vista e Distrito Industrial.

A previsão da concessionária é de que o fornecimento seja normalizado gradativamente até as 2h de sexta-feira (9).

A orientação é para que os moradores façam uso racional da água durante o período de intervenção, evitando desperdícios.

Caso seja identificada qualquer alteração na coloração da água após a retomada do abastecimento, os moradores podem entrar em contato com a concessionária pelos canais de atendimento.

Atendimento: 0800 400 0504
WhatsApp: (65) 99297-6149

Fonte: Nativa News

O que é patchouli e como a folha vira perfume

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Quem pergunta o que é patchouli está diante de uma planta: uma erva perene do Sudeste Asiático cujas folhas secas dão um óleo escuro e terroso. 

Esse óleo, obtido das folhas por destilação a vapor depois de um período de secagem à sombra, chega ao frasco como matéria-prima estruturante da perfumaria moderna, responsável por sustentar o rastro de fragrâncias amadeiradas muito depois de as notas mais leves terem evaporado da pele. 

A planta da família da hortelã descrita pela Encyclopaedia Britannica tem caule quadrado, folhas opostas e pelos finos por toda a superfície, traços que qualquer pessoa reconhece ao ver a muda de perto. 

O que é patchouli, afinal? 

Patchouli é o nome comum de um arbusto herbáceo tropical e também do óleo essencial extraído de suas folhas. 

A confusão entre a planta e o óleo aparece em quase toda descrição de rótulo, porque o mercado de fragrâncias raramente vende a folha, vende o líquido escuro que sai dela depois de secagem, fermentação e destilação a vapor, um processo que muda o aroma de forma decisiva. 

Que planta dá origem ao óleo 

O óleo vem de Pogostemon cablin, arbusto perene de folhas largas e aveludadas. 

A espécie pertence à mesma família botânica da hortelã, do manjericão e do alecrim, o que a coloca entre as aromáticas de folha, não entre as madeiras. 

A planta cresce até pouco mais de um metro de altura e produz flores pequenas, claras, reunidas em espigas densas e lanosas. 

Responder o que é patchouli sem falar dessa origem herbácea deixa metade da história de fora, porque o aroma de madeira que o leitor sente no perfume não vem de tronco nenhum. 

Nada na folha fresca antecipa o cheiro do óleo pronto. Quem esfrega uma folha viva entre os dedos encontra um verde herbáceo comum, bem distante do fundo escuro que o frasco entrega. 

Onde ela cresce no mundo 

A lavoura se concentra no cinturão tropical úmido da Ásia. 

Indonésia, Península Malaia, Sul da Índia e Sri Lanka reúnem a maior parte das áreas plantadas, com destaque para a Ilha de Java, o Norte de Sumatra e o Sudeste de Sulawesi, onde a cultura ocupa propriedades pequenas e convive com outros cultivos de subsistência. 

Fora da Ásia, a espécie foi levada para regiões de clima parecido. No Brasil, a Região Amazônica recebeu plantios experimentais, e o Estado do Pará chegou a abrigar projetos voltados à produção do óleo. 

Por que o nome tem tantas grafias 

O nome variou porque chegou ao português por transcrição de som, não por tradução. 

Dicionários etimológicos registram a raiz no tâmil, língua falada no Sul da Índia, de onde o termo passou aos portos comerciais e às línguas europeias em formas escritas concorrentes. 

Rótulos brasileiros trazem patchouli, patchuli e patchouly, e todas apontam para a mesma espécie. 

Que cheiro tem o patchouli? 

O patchouli cheira a terra úmida, madeira escura e um fundo levemente adocicado que lembra chocolate amargo. 

Quem pergunta o que é patchouli quase sempre quer saber, no fundo, que cheiro é esse, e a resposta honesta é que se trata de um aroma denso, de evaporação lenta, que ocupa a base da fragrância e se revela em camadas ao longo de horas na pele. 

As camadas do aroma terroso 

O aroma se organiza em três impressões que aparecem em sequência. 

A primeira é terrosa e quase mineral, a segunda traz madeira seca e couro, e a terceira deixa um fundo doce, resinoso, que costuma ser o último resquício perceptível no fim do dia. 

Essa progressão explica por que a mesma nota é descrita como suja por uns e aveludada por outros: cada pessoa cruza o caminho dela em um momento diferente. 

A química ajuda a entender o fenômeno. 

Revisões da composição do óleo de Pogostemon cablin indexadas no PubMed Central descrevem uma mistura dominada por sesquiterpenos, com o patchoulol como componente principal, ao lado de substâncias como alfa-bulneseno, seicheleno, norpatchoulenol e pogostona. 

Esses componentes têm uso regulado no setor. 

A International Fragrance Association, entidade que publica padrões de uso de matérias-primas aromáticas seguidos pela indústria, mantém normas específicas para ingredientes de fragrância, e as casas de composição trabalham dentro dos limites definidos pela IFRA. 

Por que ele lembra terra molhada 

A associação com terra molhada vem do peso molecular das substâncias que compõem o óleo. 

Moléculas grandes evaporam devagar e são percebidas como escuras, densas e próximas do solo, categoria em que o olfato humano costuma arquivar cheiros de mata, de raiz e de chuva sobre chão seco. 

O cérebro faz o resto do trabalho, aproximando a sensação de memórias de floresta e de porão. 

Como o cheiro muda com o tempo no frasco 

O óleo melhora com o tempo, ao contrário da maioria das matérias-primas aromáticas. 

Um óleo recém-destilado carrega notas verdes e ásperas que incomodam o nariz treinado. 

Meses de repouso em recipiente fechado suavizam essas arestas e aprofundam o fundo doce, motivo pelo qual a perfumaria trata o óleo envelhecido como material de qualidade superior. 

Como a folha vira óleo essencial? 

A folha vira óleo por meio de colheita, secagem à sombra, fermentação parcial e destilação a vapor. 

Cada uma dessas etapas altera o resultado final de forma perceptível, e é por isso que dois óleos da mesma espécie, colhidos na mesma região e no mesmo mês, podem cheirar de maneira bem diferente quando chegam às mãos de quem compõe a fragrância e precisa dosar a base com precisão. 

Colheita e secagem 

A colheita corta a parte aérea da planta e deixa a raiz no solo para rebrotar. 

As folhas seguem para secagem à sombra, nunca ao sol direto, porque a exposição forte degrada os compostos aromáticos antes que eles cheguem ao alambique. A secagem lenta em galpão ventilado é a prática descrita como padrão pela literatura técnica do setor. 

Essa etapa parece trivial e não é. Folha secada rápido demais entrega óleo raso, sem o fundo doce que a perfumaria procura. 

A fermentação que muda o aroma 

A fermentação parcial da folha seca é o passo que separa o patchouli das demais aromáticas. 

Durante o repouso, a atividade microbiana e as reações enzimáticas rompem paredes celulares e liberam precursores que só depois se convertem nas moléculas responsáveis pelo cheiro característico. 

Sem essa pausa, a destilação extrairia um material bem mais verde e bem menos interessante. 

O ponto de fermentação é decidido por gente experiente, no olfato e no tato. É conhecimento de lavoura, transmitido entre gerações, e não cabe em manual. 

A destilação e o que sobra dela 

A destilação a vapor arrasta os compostos voláteis da folha e os separa da água por diferença de densidade. 

O resultado é um líquido viscoso, de cor âmbar escura a marrom, que escurece ainda mais com o passar dos anos. A biomassa que sobra no fundo do alambique costuma voltar para a propriedade como adubo ou como combustível dos próprios fornos. 

Por que a perfumaria usa tanto essa nota? 

A perfumaria usa patchouli porque ele fixa a composição e dá corpo à base sem custo proibitivo. 

Nota de fundo é o termo técnico para as matérias-primas que evaporam por último e sustentam a fragrância na pele depois que as notas cítricas e florais já se dissiparam, e o patchouli cumpre exatamente esse papel com uma persistência que poucas alternativas naturais de origem vegetal conseguem alcançar. 

O papel de fixador na composição 

Fixador é a matéria-prima que segura as demais na pele por mais tempo. 

O óleo de patchouli atua assim porque evapora devagar e, ao evaporar, arrasta consigo moléculas mais leves que sozinhas desapareceriam em minutos. Uma fragrância sem base bem construída cheira intensa nos primeiros instantes e some antes do fim da manhã. 

Perfumistas descrevem essa função como dar chão à composição. A imagem é precisa: sem chão, o buquê floral flutua e evapora. 

Como ela aparece nas fragrâncias femininas 

Na perfumaria feminina, a nota costuma ficar escondida sob acordes florais e frutados. 

O chipre clássico apoia rosa e bergamota sobre uma base terrosa, e o oriental combina o óleo com baunilha e resinas para produzir uma doçura escura. 

Quem procura composições assim, entre perfumes femininos originais, encontra a nota declarada na pirâmide olfativa de boa parte dos lançamentos amadeirados das últimas décadas. 

Vale prestar atenção na dosagem. Em concentração baixa o patchouli passa despercebido e apenas prolonga o floral; em concentração alta ele domina e define o caráter do perfume inteiro. 

O que muda entre um óleo jovem e um envelhecido 

Óleo jovem cheira verde e áspero; óleo envelhecido cheira redondo e doce. 

Essa diferença é grande o bastante para mudar a percepção de uma fragrância inteira, já que a base responde por boa parte do que a pessoa sente horas depois da aplicação. 

Casas de composição costumam manter estoques em repouso justamente para dispor do material maduro quando a fórmula pede. 

Como reconhecer patchouli no perfume que você já tem? 

Para reconhecer a nota, procure o nome na pirâmide olfativa do rótulo e depois cheire a pele no fim do dia. 

Saber o que é patchouli ajuda pouco se a pessoa não sabe onde procurar a nota, e o teste mais confiável não acontece no momento da aplicação, acontece muitas horas depois, quando só a base permanece na pele e o desenho inteiro do perfume fica exposto ao nariz. 

Onde procurar no rótulo 

O nome aparece na lista de notas de fundo, quase nunca nas notas de saída. 

Fabricantes usam grafias variadas, então convém olhar por patchouli, patchuli e patchouly, além de descrições amplas como acorde amadeirado terroso, que muitas vezes indicam a presença da nota sem nomeá-la. 

Vale conferir também a concentração impressa na embalagem. 

Rótulos trazem Eau de Toilette, Eau de Parfum ou Extrait de Parfum, e quanto maior a concentração de matéria-prima aromática, mais evidente fica a base terrosa no fim do dia. 

O teste na pele em três tempos 

O teste consiste em cheirar a mesma aplicação em três momentos distintos. 

Siga esta sequência:  

  1. Logo após borrifar, registre a impressão inicial, dominada por notas leves e voláteis. 
  2. Depois de uma a duas horas, procure o coração da fragrância, quando o floral ou o especiado assume. 
  3. No fim do dia, aproxime o nariz da pele: o que restou ali é a base, e é nela que o patchouli se revela.  

Quem sente terra úmida, madeira escura ou um doce quase de cacau nessa última etapa encontrou a nota. 

Famílias olfativas em que a nota costuma aparecer 

A nota circula por famílias olfativas bem distintas, com resultados diferentes em cada uma. 

A tabela abaixo resume onde procurar e o que esperar: 

Família olfativa Como o patchouli entra O que esperar na pele
Chipre base ao lado de musgo e notas amadeiradas rastro seco e persistente
Oriental ambarado acompanha baunilha e resinas doçura escura e quente
Amadeirado divide a base com cedro e vetiver secura terrosa, pouca doçura
Floral moderno sombra discreta sob rosa ou jasmim floral com fundo denso
Fougère contraponto à lavanda e à cumarina verde no início, terroso no fim

 

Como funciona a lavoura de patchouli? 

A lavoura de patchouli é agricultura tropical de pequena escala, com corte periódico da parte aérea e rebrota da mesma planta. 

A pergunta sobre o que é patchouli raramente chega até o campo, e é justamente lá que a qualidade do óleo se decide, porque solo, sombreamento, ponto de colheita e tempo de secagem definem o perfil aromático muito antes de o material chegar a qualquer laboratório. 

O ciclo da planta e quantas colheitas ela dá 

A planta permite vários cortes ao longo do ano depois de estabelecida. 

O primeiro corte acontece meses após o plantio das mudas, e os seguintes se repetem em intervalos regulares enquanto a touceira mantiver vigor. Passado esse período produtivo, o produtor renova a área com material vegetativo novo, prática que aproxima a cultura de uma lavoura de ciclo curto. 

Quem produz e quem compra o óleo no mundo 

A produção se concentra na Ásia tropical e a compra se concentra na indústria de fragrâncias. 

O arranjo é assimétrico: milhares de propriedades familiares destilam pequenos volumes em alambiques próprios, e esse material segue para intermediários até chegar às casas de composição que abastecem cosméticos, sabões e detergentes. 

No Brasil, a Embrapa Agroindústria de Alimentos mantém registro de pesquisa sobre o óleo essencial de patchouli da Amazônia, sinal de que a cultura já foi testada fora do seu berço asiático. 

Por que o preço do óleo oscila tanto 

O preço oscila porque a oferta depende de decisões individuais de milhares de pequenos produtores. 

Quando a cotação cai, o agricultor troca a área por cultura alimentar de retorno mais rápido, e a oferta encolhe na safra seguinte. Quando a cotação sobe, o plantio se expande e derruba o preço adiante. 

Some a isso clima irregular, pragas de folha e o custo da lenha usada na destilação, e o resultado é um mercado de ciclos curtos e amplitude alta. 

Quando o patchouli não funciona para você? 

O patchouli não funciona quando a intensidade da base briga com a pele, com o clima ou com o ambiente de uso. 

Entender o que é patchouli inclui aceitar que a nota divide opiniões de forma legítima, e nenhum texto de perfumaria deveria empurrar uma matéria-prima tão marcante para quem já descobriu, na própria pele e no convívio diário, que ela não combina com o seu contexto de uso. 

Pele, calor e a intensidade da nota 

Pele oleosa e calor amplificam a base amadeirada. 

O óleo cutâneo retém moléculas pesadas e a temperatura acelera a evaporação, combinação que transforma uma dosagem discreta em presença marcante. Quem vive em cidade quente e úmida costuma precisar de metade da aplicação que usaria no inverno. 

Quando o contexto de uso pesa contra 

Ambiente fechado e convívio prolongado pedem cautela com notas de rastro longo. 

Sala de reunião, transporte coletivo e consultório são espaços em que a fragrância deixa de ser escolha pessoal e vira experiência coletiva. Nesses casos, uma composição cítrica ou um floral leve resolve melhor do que uma base terrosa persistente. 

O que fazer se o aroma incomodar 

Se a nota incomoda, reduza a dose antes de descartar o frasco. 

Uma única aplicação em ponto de pouca circulação de ar, como a nuca sob o cabelo, entrega uma fração do rastro habitual. 

Se ainda assim o aroma pesar, procure na pirâmide olfativa famílias sem base terrosa, como os florais brancos e os cítricos aromáticos, e guarde o frasco para os meses frios, quando a mesma composição costuma se comportar de outro jeito. 

Há também o fator memória. Muita gente associa a nota a incenso e a lojas de produtos naturais, e essa lembrança pesa mais do que qualquer descrição técnica. 

Perguntas frequentes sobre o patchouli 

Reunimos abaixo as dúvidas que costumam aparecer depois da primeira resposta sobre o que é patchouli, com explicações curtas e diretas. 

Dá para cultivar patchouli em vaso em casa? 

Sim, com calor, umidade e luz filtrada. A planta aceita vaso grande e substrato rico em matéria orgânica, mas folha de vaso raramente rende óleo em quantidade útil. O cultivo doméstico serve como planta aromática ornamental, não como fonte de perfume caseiro. 

O patchouli entra em produto de limpeza? 

Sim. O óleo aparece em sabões, detergentes e desodorizantes, além de cosméticos e incensos. A escolha se explica pela persistência do aroma e pelo custo acessível frente a outras matérias-primas naturais de base amadeirada. 

Patchouli tem cor escura por quê? 

A cor vem dos compostos extraídos da folha e do contato com o metal do alambique. O líquido varia de âmbar escuro a marrom e tende a escurecer com o tempo. Cor mais intensa costuma indicar óleo com mais tempo de repouso. 

Patchouli combina com clima quente? 

Combina, desde que a dose caia. Calor e umidade aumentam a evaporação e projetam a base terrosa com mais força. Uma aplicação única em área de pouca circulação de ar entrega presença sem excesso em cidades tropicais. 

Por que algumas pessoas dizem que patchouli cheira a mofo? 

Porque o perfil terroso do óleo se aproxima de cheiros de umidade e porão guardados na memória de muita gente. Óleo jovem, ainda áspero, reforça essa leitura. Material envelhecido e bem dosado costuma soar doce e aveludado no lugar de mofado. 

Fonte: Nativa News

Serviços de rodovia concedida em Juara serão interrompidos em razão de liminar do TCE

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informa que em razão de uma decisão liminar proferida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) os serviços de atendimento prestados pela concessionária que administra as MTs 160/220/242/338, na região de Juara, serão suspensos a partir desta terça-feira (06.10).

A interrupção ocorre em razão de uma decisão liminar proferida pelo Tribunal, determinando a suspensão do contrato de concessão na região. Entre os serviços que deixarão de ser oferecidos em razão desta decisão estão a cobertura da rodovia por três ambulâncias de resgate e o serviço de guincho.

Desde a implantação da concessão, 2.144 intervenções operacionais de emergência foram realizados na rodovia, incluindo 212 de socorro médico por ambulância e 463 remoções de veículos por guinchos, mesmo sem a cobrança de tarifas de pedágio, o que poderia ocorrer apenas a partir de dezembro.

Além da interrupção dos serviços, 251 postos de trabalho serão encerrados em razão da decisão do Tribunal de Contas. Desde o início das operações na região de Juara, mais de R$ 50 milhões foram investidos em melhorias pelo Concessionária Vale do Arinos.

A Concessionária informou que recorreu junto ao Tribunal de Justiça pela retomada do contrato e da prestação dos serviços, chegando a obter ganho da causa. No entanto, o TCE recorreu junto ao Superior Tribunal de Justiça para que a sua liminar voltasse a valer, sendo atendido. A Sinfra-MT também aguarda, desde maio, que o TCE julgue o mérito da decisão liminar.

Fonte: Nativa News